Dia Mundial do Coração: Prevenção é o melhor caminho para manter o órgão saudável

No Brasil, as doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 30% do total de mortes, aponta o Ministério da Saúde. Tabagismo, obesidade, hipertensão, diabetes, colesterol e vida sedentária corroboram esse índice e estão entre os fatores de risco para o infarto e doenças relacionadas ao coração. Pensando nisso, a Federação Mundial do Coração elencou 28 de setembro como o Dia Mundial do Coração.

A campanha visa promover a mudança de hábitos da população e demonstrar que pequenas atitudes no dia a dia podem inspirar uma vida mais saudável. “As pessoas temem o câncer, por exemplo, mas é importante lembrar que as doenças cardiovasculares são as que mais matam no mundo e no Brasil”, salienta o cardiologista do Hospital do Coração do Brasil, André Wambier

Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgado na última segunda-feira (25), aponta que a população do Distrito Federal é, proporcionalmente, a que mais pratica esportes e atividades físicas no País. Segundo o documento, intitulado ‘Movimento é Vida’, em 2015, 50,4% dos moradores do DF praticaram algum tipo de atividade física. O número abrange 58,4% dos homens com mais de 15 anos e 43,7% das mulheres com a mesma faixa etária

Apesar do relatório, a Pesquisa Vigitel do Ministério da saúde, que teve dados divulgados em abril, reforça a discussão sobre os reais hábitos dos brasilienses com relação à saúde e atividades físicas. Isso porque os resultados, à época, mostraram que 48,8% dos brasilienses estão com sobrepeso, um dos fatores de risco para doenças cardiovasculares e diabetes. No Brasil, esse índice cresceu 60%, nos últimos 10 anos, colaborando para a prevalência dessas doenças.

André lembra que exames básicos podem ser feitos para avaliar a saúde do coração, como o teste ergométrico, holter, ecocardiograma e doppler de carótidas. Também existem avaliações mais específicas, como a cintilografia do miocárdio, para checar o fluxo sanguíneo no coração, a angiotomografia de coronárias, que permite observar se existem obstruções nas artérias; ou mesmo cateterismo cardíaco, quando a suspeita de algum problema cardiovascular é muito grande.

O médico afirma que pesquisas na área avançaram consideravelmente, tanto no tratamento quando na prevenção. “Temos tratamentos hoje que não sonharíamos uma década atrás, como o TAVI, que é a troca de válvula aórtica pelo cateterismo – sem precisar abrir o peito. E, para prevenção, drogas novas, como inibidores de pcsk9 (para colesterol, injetável), para inflamação (canakinumab) os novos anticoagulantes, para prevenir derrames e tromboses”, explica André.

Palavra do especialista

Segundo o cardiologista, reduzir a ingestão de sal, eliminar frituras, consumir mais frutas, verduras e legumes, podem colaborar para o ganho de saúde e prevenção de doenças. “Além de equilibrar a alimentação, praticar atividade física, reduzir o consumo de álcool e abandonar o tabagismo, indico destinar mais tempo ao lazer, família e amigos, o que contribui muito com a redução do estresse”, completa o cardiologista da Rede D’Or São Luiz.